Lula adota discurso mais incisivo e compara Donald Trump à “sanguinidade de Lampião”
Em um pronunciamento em São Paulo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva adotou um tom mais assertivo, fazendo uma analogia inusitada entre o presidente americano Donald Trump e a figura histórica do cangaceiro Lampião. A declaração, feita em tom de brincadeira, sugere que Trump não o provocaria se conhecesse a intensidade associada ao líder do cangaço.
A fala de Lula ocorreu durante sua visita ao Instituto Butantan, na zona oeste da capital paulista, onde o presidente discursou com uma postura combativa. A comparação com Lampião, um ícone nordestino, busca associar a imagem do presidente à luta popular e ao desafio aos poderosos, uma visão frequentemente ligada a ele por setores da esquerda.
Ainda no evento, Lula abordou as tensões comerciais com os Estados Unidos, mencionando as tarifas impostas por Washington aos produtos brasileiros. Ele ironizou a ostentação de poder bélico de Trump, questionando a sabedoria de um conflito, pois, segundo ele, “vai que eu brigo e eu ganho”. Conforme informação divulgada pelo G1, o presidente já havia classificado Trump como “amigo” em ocasiões anteriores, confirmando uma “química” entre ambos.
VEJA TAMBÉM:
Kassab descarta Tarcísio para Presidência: “Página virada” para 2026, PSD mira Caiado, Ratinho e Leite
Fim da fase “Lulinha paz e amor”
O presidente Lula sinalizou recentemente o encerramento de sua fase mais moderada, marcada pela retórica do “Lulinha paz e amor”, que o acompanhou durante seus primeiros mandatos. Essa mudança de postura indica uma disposição para um confronto mais direto em suas declarações públicas.

Lampião: símbolo de resistência ou criminoso?
A menção a Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião, é uma estratégia para evocar uma imagem de luta por justiça social e desafio às estruturas de poder. Para alguns historiadores, porém, o cangaceiro é visto como um criminoso que explorava a população pobre, e não os coronéis.
Tarifas americanas e a ironia de Lula
Lula fez referência direta ao “tarifaço” imposto pelo governo americano a produtos brasileiros. Atualmente, o Brasil lida com tarifas de exportação de 10%, após uma redução das taxas adicionais que chegaram a 40%, embora alguns produtos ainda estejam fora da desoneração. A fala demonstra o descontentamento do presidente com as políticas comerciais dos EUA.
Provocações e a estratégia de não brigar
Em outro trecho de seu discurso, Lula afirmou que não tem interesse em conflito com Trump, pois isso poderia ser vantajoso para o Brasil. “Não adianta ficar falando na televisão: ‘Eu tenho o maior navio de guerra, eu tenho o maior submarino do mundo, eu tenho um avião, um navio cem vezes mais importante’. Eu não quero briga com ele. Eu sou doido? Vai que eu brigo e eu ganho. O que eu vou fazer?”, questionou o presidente, demonstrando uma estratégia de cautela calculada diante das provocações internacionais.
Fonte Gazeta do povo.










