Conheça o condomínio Quebra-Mar, onde a síndica é como um prefeito na gestão diária de 264 apartamentos, comércio interno e cerca de um quilômetro e meio de corredores
O Quebra-Mar ocupa um quarteirão inteiro de frente para o mar em Tramandaí, no Litoral Norte do Rio Grande do Sul.
Por fora, parece um edifício comum de três andares, por dentro, tem cerca de um quilômetro e meio de corredores, e uma rotina que lembra a de um bairro.
Por sua escala e funcionamento, o prédio reúne moradores, comércio e serviços, e passa a sensação de cidade à beira-mar, conforme informação divulgada pelo g1.
Escala, números e rotina
O conjunto tem 264 apartamentos, distribuídos em blocos que começaram a ser construídos a partir da década de 1960, e a fachada tem cerca de 200 metros de extensão.
Somando os três pavimentos, os corredores chegam a aproximadamente um quilômetro e meio, e o condomínio conta com 264 vagas de estacionamento.
Na alta temporada, circulam mais de mil pessoas diariamente no prédio, enquanto no inverno ficam, em média, cerca de 15 apartamentos ocupados.
Gestão e vida em comunidade
A atual administradora do condomínio é Claudia Gomes, que “assumiu a sindicância há pouco mais de seis meses” e diz priorizar a funcionalidade da estrutura.
O zelador Leutério Molinari trabalha no local há 25 anos, e hoje também é proprietário de um apartamento, o que mostra a conexão de quem vive e trabalha ali.
Para muita gente, a figura da síndica funciona como a de um gestor de bairro, daí a ideia de que a síndica é como um prefeito, porque toma decisões, organiza serviços e convive diariamente com as demandas dos moradores.
Comércio, memórias e relações duradouras
No térreo do Quebra-Mar funcionam um mercado e um restaurante que atendem moradores e frequentadores da praia.
A comerciante Rosane Raupp trabalha no local há 40 anos, e resume a relação entre vizinhos, “Todo mundo é cliente e vizinho. A gente se conhece há décadas”.
O restaurante nasceu para dar mais comodidade aos moradores antigos, como ela explica, “Antes, eu fazia vianda. Depois, abrimos o restaurante porque o pessoal queria mais comodidade”.
História, cultura e mercado
Muitos moradores começaram a frequentar o Quebra-Mar ainda na construção do prédio, como a aposentada Alice Weissheimer, hoje com 86 anos.
O arquiteto Patrike Godoy ressalta que o projeto do edifício reflete o período em que foi concebido, e que a manutenção de laços familiares acontece há décadas, conforme depoimentos de residentes.
O condomínio também foi cenário do filme “Houve Uma Vez Dois Verões”, de Jorge Furtado, lançado no começo dos anos 2000, o que reforçou sua presença na memória cultural local.
Os apartamentos do Quebra-Mar estão à venda a partir de cerca de R$ 230 mil, e muitos proprietários alugam os imóveis durante o verão, integrando o mercado imobiliário à dinâmica sazonal do prédio.
Para moradores que ficam o ano inteiro, como a advogada Ana Maria Varella, a baixa temporada traz tranquilidade, enquanto turistas e famílias retornam todos os verões para aproveitar a orla e a vida em comunidade.
No Quebra-Mar, a administração, o comércio local e os serviços se interligam, e a impressão é a de que a síndica é como um prefeito, comandando a rotina de uma pequena cidade junto aos moradores, visitantes e trabalhadores do condomínio.









